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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Magia do Caos: A arte de surfar


Ao analisarmos Magia e Física na ciência de hoje assumindo uma realidade física enquanto que a Magia apenas assume a ilusão da física enquanto realidade. A projeção da Magia do Caos, enquanto 'surfa' na contínuo inconsciente da existência, atua até a execução de suas metas e, só então, liberar a atenção consciente a cristalizar um resultado pretendido.
Não significa que a Magia subestime o mundo material como algumas religiões e a palavra "ilusão" sem uma conotação negativa, pois no final das contas tudo é ilusório. Várias tentativas de revelar esta ilusão material no último milênio, como a de Johnstone proposta em 1970, de que  o mundo é uma espécie de realidade virtual.

O Modelo

Enquanto o surfista pega o mar pronto, conforme sua maré, praticantes da magia do caos modelam suas ondas para surfar conforme seu credo. Numa visão moderna mais objetiva que a dos anciões da magia caótica, em específico Ramsey Dukes, nossa maré de ilusões também pode possuir as características da situação e da meta, do que uma maré ao acaso.
'Sopas de informações' é uma evolução contínua do universo, geralmente em ciclos, dos quais podemos formar conceitos, oriundos da 'sopa química' primordial
A ideia básica por trás do ocultismo é que o universo tende a evoluir de ‘sopas de informação'  e internamente se estruturar em sistemas da mesma maneira que as formas de vida inteligente nasceram da "sopa química" primordial. Neste emaranhado de átomos perambulando para lá e para cá, complexos ou não, alguns em sobrevivência outros já para reciclagem, usamos os modelos de informações para obtermos vantagens na sobrevivência. Reparou que nestes 10 minutos nenhum leão te atacou? Apesar da ilógica destruição do nosso próprio habitat, que neste padrão cedo ou tarde provocará a auto-destruição da humanidade, criamos manuais da realidade transformados a cada momento a hipoteticamente nos gerir. Estruturas de informações modelam um universo interior e exterior com leis consistentes a processarem estas sopas na nossa mente, teoricamente para .competir melhor enquanto processa a sopa de informações.
Ao considerarmos outras dimensões espaciais  como a do tempo, podemos evoluir a conter nossos próprios processadores internos de informação. Assim como a humanidade recicla dejetos para produzir energia em alguns municípios, podemos evoluir certas partes ou características únicas em benefício de nosso todo a ponto de criarmos nosso próprio universo interior.
A separação do macro e do micro cosmo interagem um ao outro de formas variadas, assim como em nossas consciências intercedemos no todo de forma distinta, nossos atos sempre serão limitados pelas suas consequências, na velha ação e reação. No I Ching encaixaram .estes princípios no Ying e Yang, em múltiplos de oito e sessenta e quatro.
Sob níveis de experiência o macrocosmo é o processador de informação, depois há os universos interiores que se manifestam gradualmente por meio de contínuas equações matemáticas. Mas por terceiro somente os microcosmos conscientes só experimenta como informação binária.
Assim, o físico que quer determinar por qual buraco um photon enviado passa só poderá fazer isso destruindo a continuidade ondulatória da luz, como referência a famosa Experiência da Dupla Fenda proposta por Thomas Young, por mais que este modelo tenta evitar o argumento de Penrose em "Sombras da mente", porque coloca a consciência não dentro de um programa algorítmico, mas na relação deste programa microcósmico com o macrocosmo que o contém.
Aceitar que a Magia funciona é o princípio básico a operá-la ao mergulhar em qualquer mar de concepções e enfrentar suas turbulências das possibilidades até que possa curtir a calmaria de uma maré mansa. Mas o bom senso de que não permaneceremos numa situação de projeção ritual contínua nos orienta a encerrarmos um ritual projetado no universo com o banimento. Esta tradição tem uma função maior do que apenas "banir", mas indicar que a operação foi concluída e que o universo opera a finalidade desejada, sem te obrigar a puxar a orelha dele novamente. Também claro que limpa a pessoa praticante da crença utilizada, libertando-a de uma prisão que não existe tanto da auto-glorificação como da libertação da mesma. Ai que entra o fim da magia, quando você quis, soube o que fazer e agora se cala.

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