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sábado, 6 de setembro de 2014

MEDO

Uma Poderosa Ferramenta: MEDO

Os Mitos de Cthulhu sempre foram usados pelos praticantes da Magia do Caos por sua característica individual que lhes dá grande poder: o MEDO. Invocações dos seres que compões esta egrégora são latentes desde sua criação, tangíveis numa realidade de eventos crus e intensos desde seu início. Esta história nos foi contada por alguém... Mas ela continua em construção, o que a torna digna de pavor. Mediante este fator tão relevante à nossa existência, o perfil pragmático da Magia do Caos obteve e obtém ótimos resultados na expansão dos 10 % que trancaram nossos cérebros "normais". Claro que outras crenças de outros paradigmas mantidas com grande força são suficientes a trazerem tantos resultados quanto, conforme a energia primária da condução ao sucesso enraizada na pessoa praticante. No entanto o Caos cru, latente, é mais facilmente trabalhado com estes mitos de Cthulhu.

Primeiro pela natureza destas entidades, sem características antropomórficas detalhadas, com a exceção de Nyarlathotep. Como nada pode ligá-los à humanidade nesta 'egrégora', estes personagens não humanos sem bases teriomórficas plenas, apenas algumas associações vagas como "Bode Preto com mil Filhotes" como Shub-Niggurath ou Tsathagoggua como o "sapo". Mas magos caóticos buscam sua própria interpretação destes em técnicas como o poderoso ressurgimento atávico ao regredir ou drenar uma consciência animal em si a lhe 'aproximar' da fonte do caos na própria psiquê. Ainda que seja uma incógnita onde a pessoa chegará com isso, também que seja indefinido quando a pessoa encontrará os Mitos de Cthulhu, esta incógnita não nos garante nada. H.P. Lovecraft nos da a pista no título de um conto: "A Desgraça que Veio de Sarnath". Esta ausência de forma tira a imunidade mental praticante do perfil pronto onde todo um mecanismo de defesa sub-julgaria tudo porvir. Claro que com o tempo a pessoa pode formar associações, como num filme de terror onde o monstro devora todos e o máximo que mocinhos conseguem é fazer um "escudo" para se pouparem destas energias destruidoras. Mas o exercício da imaginação a ver ou interagir com estes seres abre a mente a formar novas associações ou caminhos de raciocínio mediante a chocante exposição súbita ou brutal. Estes choques latentes produzem uma insanidade característica típica dentro do ciclo dos mitos.Além de serem criados novos canais de pensamento, estes também são criados a invalidar as formas de pensamento antes detidas, ou abrem a chave de um mistério na tua mente. Magos Caóticos aproveitam esta reorganização de pensamentos e raciocínios como um ato deliberado em sua mente como revolta contra a sua própria natureza.
Kenneth Grant e outros postularam que este outro universo atingido poderia ser definido como Universo B, no entanto a assimilação dos mitos de Cthulhu com outros seres deste outro universo é nula, portanto incontrolável. Esta postura assustadora é em si o mesmo argumento pelo qual tanto tempo sustentaram-se deuses gregos como assustadores e inefáveis impronunciáveis ao universo alternativo. Então fica a pergunta se este é o mesmo "Universo Alternativo" que residem todos os mitos. Ao aceitarmos esta distinção dos mitos, agora em saber comum e até acadêmico tão usado pela psicologia, entramos num ad infinitum de universos igualmente incompatíveis uns com os outros numa conceituação de egrégoras. Será?

Bem vindos ao mundo onde qualquer humano ainda não ousou desvendar!!! Entramos no mundo muito próximo do ser humano, no entanto desconhecido. Próximo porque é o mesmo que pessoas sensitivas declaram partilhar comunicações constantes e, por vezes unidas, com seres de diferentes mitologias, gregas, nórdicas, sumérias ou outras, mas desconhecidas porque este mar de valores misturados funciona, em plena confusão acadêmica. Conforme interpretado por alguns braços esticados (até desligados) da psicologia, a mediunidade humana seria uma máscara à interpretar a realidade de seus sentimentos, enquanto magos caóticos usam esta mistura em seu próprio benefício e vão bem, obrigado. Como na minha obra "Grimório Necronomicon" a maioria dos mitos é apenas dedilhada, abrindo as portas para que praticantes usem estes mitos à seu favor, para acadêmicos que se cagaram de medo dediquei uma vacina de realidade no outro livro "Magia de Marduk" para que na escuridão de suas noites possam abraçar seus travesseiros e assimilarem seus consolos da forma que mais lhes convir. No entanto magos caóticos utilizarão todos potenciais multiversos do Grimório num único todo como a somatória de possíveis resultados de cada conjunto de circunstâncias. Resumidamente, nosso mar de Caos incorpora também este conjunto de universos, ou multiversos, no qual passamos também a vivermos plenos de êxtase ilimitados a sentirmos esta constante latência subjacente de poder mutante, móvel, evolutivo, ou o que for! Ainda que num futuro próximo quebrem a jaula do presente a viajarmos instantaneamente no tempo, nossa mente divaga entre todos Aeons.

Mas calma! Ao invés de transformar este Caos tão vibrante num medo eterno da pergunta sobre quantas faces estes universos tem, ou qual seu número, tenha praticidade em teus atos, principalmente com os Mitos de Cthulhu. Entramos então na terceira razão pela qual magos do Caos usam estes mitos, a fonte inesgotável de energia renovável. Caso naturistas quisessem de fato trazer fonte inesgotável de energia renovável trabalhariam com Magia Caótica... Mas tudo bem, deixem que nesta praia de Cthulhu entraremos despidos de nossas crenças prévias ao horror de naturalistas. Nossa fonte de energia é o elevado e consciente medo que muitos praticantes têm deste paradigma. Algumas pessoas em particular detém tanto medo de operar com estes seres que chegam ao pânico! Tornam estes seres um "tabu" ou os proíbem, tornando-os fora do aceitável ou normal. Sim! Parece o "Lorde Voldemort" trazendo medo a todos exceto... Harry Potter! Nesta fábula fica latente o quanto o medo institucionalizado fez todos se ajoelharem cada vez mais ao defunto dando-lhe poder, exceto ao caótico Harry Potter que encarou seus medos e os viveu. Agradecemos quem sustente Mitos de Cthulhu, pois seu medo é nossa indireta diversão, assim como o que é "tabu" ou "proibido" adquire poder quanto mais medo trouxer sobre o aceitável ou normal. Fora do senso comum amedronta de tamanha forma por exemplo a Fraternidade Branca, que seu terror os proíbe até mesmo de dizerem seus nomes em voz alta, então estes são uma fonte de poder aos Mitos de Cthulhu.

A quarta razão de usarmos os Mitos de Cthulhu é o conceito de risco e propósito maligno. Ai que distinguimos a Magia de um ritual religioso, quando apresenta riscos. A pantomima sombria tem um propósito que, ao abordar este paradigma em específico, supões que o mago considere o argumento de que os Mitos de Cthulhu trocam energia e recursos com as bolsas de energia externas trazendo para o caos potencial que pode destruir, ampliar as rachaduras ao redor das bordas do universo e o deixar em mais caos. A ideia usada que seu objetivo final é explodir fora do abismo e reorganizar a sanidade de todos durante o processo de escravização do planeta inteiro, varrendo-o de vida e, em seguida, fazendo o que quiserem, assim como já fizeram isso.

Se você pode realmente se convencer de que na próxima vez que operar com uma egrégora deste paradigma, de que pode ser a última vez permitida à humanidade viver com a livre vontade neste planeta, o medo nervoso resultante pode realmente se tornar uma experiência gnóstica. Como alternativa a perspectiva de perder definitivamente a sua sanidade e correr nu pela rua a devorarem velhinhas e seus carrinhos de compras também pode fornecer a ponta de medo necessário. Não é legal considerar boas entidades perigosas, mas só a partir da perspectiva que nos faz querer trabalhar mais com elas.

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