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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Método Caótico

"Cultura não é tua amiga. Cultura serve para a conveniência das outras pessoas e de instituições, igrejas, empresas, uma série de esquemas a te possuir. Ela te insulta. Ela exerce poder sobre você, ela usa e abusa de você. Nenhum de nós somos bem tratados pela cultura... A cultura é uma perversão. Ela fantasia o objeto, cria pessoas maníacas pelo consumo, ela sacramenta formas de falsa felicidade, infindáveis falsas formas de compreenssão, muitas formas de religiões suínas e cultos tolos, convida as pessoas a se imaginarem diminuídas e se desumanizarem por comportamentos similares ao de máquinas a processarem algo"...
Terence McKenna

Cada praticante da Magia do Caos tem seu próprio discurso de rebeldia, uns preferem falar, outras pessoas já estão despreocupadas com isso. Claro que temos limites, por isto queremos vivê-los, numa conspiração constante para sempre mudar. Afinal o conformismo impossibilita qualquer magia.

Ainda assim sempre existem brechas na realidade nas quais pessoa praticantes do Caos podem encontrar lacunas a depositarem seu sêmen de sucesso, a contornar o rumo dos eventos e consolidar sua vontade. Assim como advogados encontram brechas na lei a convencer o jurado de um julgamento pela inocência ao seu réu, usamos as mesmas brechas na realidade a convencermos o destino pelos nossos argumentos. Deu para perceber que que nossos argumentos precisam ser bem fortes à nossa consciência. Ou não.

Mas como convenceríamos nossa consciência de algo distinto a tudo o que foi implantado nela? Pela Gnose. Isto não é diferente de qualquer praticante dogmático, a distinção é que de tanto perseguirem seus dogmas, muitas vezes acabam condenando a meta pela qual fizeram a magia. Tantos esquemas, tanta complexidade quando muitas vezes decisões simples causam enormes mudanças. Os sábios hebreus têm um ditado que vale a qualquer um:

"As melhores respostas são as mais simples".

Pois é! Praticantes da magia caótica praticam isso. Ao invés de nos embriagarmos com as regras que inventaram a nos confinar, vivemos as que a realidade nos impõe, de ação, reação e suas respectivas responsabilidades. Assim, como ao aceitarmos os nossos erros para nos aperfeiçoarmos, podemos errar até a técnica utilizada ser um ritual com o devido pragmatismo. Isto é complexo de se atribuir quando fugimos do tempo no conceito linear, portanto guardo aqui apenas a consideração linear, do passado, presente e futuro. O Efeito Borboleta é muito importante principalmente para uso na Psicologia, com resultados imensamente proveitosos, no entanto enquanto a física se limitar à luz, esgota suas possibilidades de compreensão. Tudo bem, processamos a informação do que adotarmos um dogma..

Ao expandirmos além do binário certo e errado, surfamos por entre ciclos do tempo infinito. Ao chegarmos e ultrapassarmos a história que te contaram, entramos e exploramos gostoso esta gnose do vazio, onde nos deparamos no espaço entre o zero e o um, onde nossas emoções confrontam-se com tudo dentro e fora de nós. Esvaziamos nosso sub consciente além de uma Realidade Consensual, além de palavras e suas aproximações inúteis, além de uma verdade absoluta. Muito se confunde quando se aplicam mitologias relacionada num confronto entre ilusão e realidade, mas a Magia do Caos tem outro foco. Procuramos usá-las do que explicá-las.

Ai que entra a característica de que nossa magia é individual, mas unimos estas individualidades a atingirmos nossas metas. Ao invés de nos separarmos pelas diferenças, nos unimos pela semelhança, que são as metas comuns, conforme lembro no lema do Rito da Caosfera:

O nosso nome é Legião.
É dividido que nós devemos existir
Não deixe que ninguém detenha todo o poder
Nós somos de todos os deuses e demônios 

Acabei de te convidar.

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